Universos Paralelos: o Mundo Físico e o Espiritual

- Rita de Cássia Oliveira -

O Livro dos Espíritos, desde 1857, preconizava que “...a matéria existe em estados que vos são desconhecidos. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil que nenhuma impressão vos cause aos sentidos; entretanto, é sempre matéria, embora para vós não o seja.” (questão nº 22); que “ ...nada é vazio, o que parece vazio está ocupado por uma matéria que escapa aos sentidos e instrumentos humanos” (questão nº36); e, por fim, que “...tudo está em tudo...” (questão nº 33 ). E esse “tudo” abrange todo o Universo, físico e espiritual, em seus múltiplos aspectos de manifestação.

Hoje sabemos que Matéria é energia condensada, pois, como enunciou Albert Einstein, o grande gênio científico e filosófico do século XX, “matéria e energia são apenas duas manifestações diferentes da mesma realidade física fundamental”. Assim, o que chamamos de matéria é uma das inúmeras diferenciações do fluido cósmico universal, que abrange todas as dimensões do Universo, em múltiplos aspectos de espaço e tempo que coexistem e se interpenetram. Atualmente, a Física divulga que o Universo é formado por muitas dimensões e universos paralelos, tendo em vista as recentes descobertas de que existem outras formas de matéria e energia, que foram denominadas de Matéria Escura e Energia Escura pelos cientistas, justamente porque pouco se sabe sobre elas, sua natureza real ainda se constitui uma incógnita. Entretanto, desde a mais remota Antiguidade que os grandes sábios iniciados vêm revelando isso, em outras lições, que voltaram à luz com o advento do Espiritismo, pela palavra dos espíritos que habitam outras dimensões.    

Registre-se que uma das grandes premissas da Teoria da Relatividade é a existência de fissuras no espaço-tempo do Universo, resultantes de colapsos e implosões de estrelas gigantes. Tais fissuras ou buracos poderiam ser de vários tipos e tamanhos, como os Buracos Negros (que tragam tudo, até a luz, desde que entre no seu horizonte de eventos, resultando na destruição da matéria), os Buracos Brancos (que expelem matéria em nosso Universo, proveniente de outro Universo, em um caminho inverso ao buraco negro) e os Buracos de Minhoca, que, neste estudo, é o que nos interessa. Os buracos de minhoca não resultariam na destruição da matéria, mas permitiriam o deslocamento para outros Universos paralelos, dimensões ou para outros pontos no espaço-tempo do nosso próprio Universo material, no passado, presente ou futuro do objeto ou observador. São as pontes de Einstein-Rose.

Quanto a estes deslocamentos por meio de fissuras ou portais no espaço-tempo, por acaso não seria este o princípio que rege os fenômenos de transporte de objetos a grandes distâncias, o que, inclusive, já foi observado e comprovado pelos grandes pesquisadores metapsiquistas? Diversos são os cientistas que ratificam esta possibilidade, a exemplo de Michio Kaku, o qual afirma que, no futuro, quando a nossa tecnologia permitir, este será o meio empregado nas viagens espaciais pelo Universo, como é para as civilizações mais avançados do Cosmos. Michio Kaku, de quem eu sou particularmente fã, é um dos mais respeitados e aclamados físicos da atualidade em todo o mundo, autor de livros como “Mundos Paralelos”, “Visões do Futuro” e “Hiperespaço”, entre outros.

Consoante ensina esse cientista, em suas obras, documentários e conferências, “(...) o nosso universo, portanto, não estaria sozinho, mas seria um de muitos mundos paralelos possíveis. Seres inteligentes poderiam habitar alguns desses planetas, ignorando por completo a existência de outros” “(…) Normalmente, a vida em cada um desses planos paralelos prossegue independentemente do que se passa nos outros. Em raras ocasiões, no entanto, os planos podem se cruzar e, por um breve momento, rasgar o próprio tecido do espaço, o que abre um buraco – ou passagem – entre esses dois universos. (…) Essas passagens tornam possível a viagem entre esses mundos, como uma ponte cósmica que ligasse dois universos diferentes ou pontos do mesmo universo”. E finaliza dizendo: “Sabem aqueles velhos livros de Física que você estudou na escola? Jogue todos fora, pois hoje eles não servem para mais nada.” Queria com isso dizer que os horizontes da ciência estão se ampliando de uma forma irreversível; e embora muitos dos cientistas modernos ainda não pronunciem as palavras mágicas (espírito e Deus), pronunciam palavras alternativas (consciência, observador, Inteligência Cósmica), o que, enfim, dá no mesmo.

Talvez já estejamos caminhando para inaugurar (ou re-inaugurar) uma nova era na manifestação do pensamento filosófico e científico acerca do Universo, da Existência e da Vida, em direção a um “ponto de mutação” (como diria Fritjof Capra), onde se encontrarão e se transmutarão as diversas vertentes em ebulição. A partir daí serão contempladas na mesma fórmula unificada o Micro e o Macro, a Consciência Individual e a Consciência Cósmica, o Mundo Físico e o Espiritual, todos inseridos no mesmo plano de observação do Universo, posto que o princípio cósmico que rege todas as coisas é um só, é único. Este é o caminho irresistivelmente lógico para tudo, pois, como disseram os sábios espíritos a Allan Kardec, “Tudo está em Tudo”.



 

 


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